Rio Grande do Sul recebe Oficina Pedagógica de Tutores

10 de fevereiro de 2014

IMG_20140210_104938555A Oficina Pedagógica de Tutores de Aprendizagem para os candidatos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foi aberta nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, em Porto Alegre e prossegue até sexta-feira (14/02). O objetivo é o treinamento de tutores que serão responsáveis pela formação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (ATENFs) em saúde mental, crack, álcool e outras drogas.

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A representante da Escola Técnica do SUS do Rio Grande do Sul (ETSUS-RS) e coordenadora estadual do Caminhos do Cuidado, Naia Corrêa, abriu a cerimônia, deu as boas vindas a todos e comentou sobre a receptividade do Projeto. “Temos na ETSUS turmas já formadas em Porto Alegre e todos os agentes são ansiosos por capacitação e recebem os ensinamentos com alegria. Esperamos que vocês também saiam daqui satisfeitos e dêem continuidade aos resultados”. Em seguida, o representante da Coordenação Executiva do Projeto, Régis Cunha, discursou sobre o fortalecimento dos temas Saúde Mental e Atenção Básica. “O processo de formação por si só não modifica as práticas desenvolvidas no cuidado e as formas de trabalho. Isso também depende da criação de estratégias de mobilização junto aos ACSs e ATENFs, para que esses temas façam parte principalmente do cotidiano das pessoas, e dos assuntos familiares”, disse Régis.

IMG_20140210_142910037_HDRMariana Schorn, representante de Saúde Mental do Ministério da Saúde, ressaltou a importância da discussão da Atenção Básica para o campo da Saúde Mental, no que se refere à ênfase na questão do uso prejudicial de álcool e outras drogas e destacou que a qualidade da formação dos agentes é fundamental. “Existe uma grande demanda pela qualificação dos profissionais da Atenção Básica, especialmente os ACSs. Como nossa meta é realizar a formação de muitos desses agentes, temos que pensar na qualidade e como isso vai chegar até eles, e como poderão atuar nos territórios. Essa formação faz a diferença”.

Depois foi a vez da representante do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do MS (Deges), Betânia Meireles, complementar a fala dos colegas da mesa com o histórico e o contexto do Caminhos do Cuidado. Betânia explicou que o projeto é fruto de uma parceria do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e a Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS). O projeto está inserido no eixo do Cuidado do Plano Integrado “Crack, é Possível Vencer”. Ele prevê a formação de 80 orientadores e mil tutores de aprendizado, que serão responsáveis pela formação de cerca de 290 mil ACSs e ATENFs. “Gostaria de pedir a todos o comprometimento com o Projeto que é, no fim das contas, da sociedade. Com dedicação poderemos auxiliar o aprimoramento da Saúde Mental na Atenção Básica”.

Finalizando a abertura, Marcelo Pedra, representante do Departamento de Atenção Básica (DAB) do MS, definiu como fundamental a atuação do tutor na relação com o trabalhador e na estratégia de Saúde de Família. “Nessa parte de formação, devemos instituir um processo de educação permanente, onde nos formamos ao longo do processo de trabalho. Temos confiança de que isso será feito com a colaboração de todos”.

IMG_20140210_094231885O projeto Caminhos do Cuidado foi apresentado pela representante do Grupo Hospitalar Conceição Renata Pekelman. Renata, que também é coordenadora pedagógica do projeto, explicou aos candidatos como está sendo feita a seleção de orientadores e tutores. Ela afirma que a questão da regionalização foi muito importante para a viabilização do “Caminhos do Cuidado”. Além disso, o currículo do curso é aberto e será definido de acordo com as necessidades e dificuldades dos tutores.

Clique aqui e veja a apresentação de Renata Pekelman

 

Roda de Conversa

IMG_20140210_135654170_HDRNa parte da tarde, foi realizada uma roda de conversa, com breves apresentações de Saúde Mental e Atenção Básica. Marcelo Pedra discutiu a integralidade na saúde. “É necessário evitar a fragmentação dos sujeitos. Lutamos para não falar mais de Saúde Mental na Atenção Básica, e sim de saúde integral e atenção integral”, salientou.

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Na mesma linha, Mariana Schorn discursou sobre a quebra da lógica do “especialismo” no cuidado em Saúde Mental, além de qualificar o debate sobre atenção em saúde junto à sociedade. De acordo com a representante, o projeto pretende ainda promover a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em seus propósitos, e também identificar nas práticas cotidianas da Atenção Básica as ações de Saúde Mental. “O apoio matricial leva à construção de uma agenda integrada com atendimento conjunto, discussão de casos e criação de estratégias comuns para abordar violência, abuso de álcool e outras drogas, entre outros”, explicou Mariana.

Em seguida, representantes da Coordenação Estadual do Rio Grande do Sul também palestraram. Simone Alves, de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, e André Luís Leite, da Atenção Básica, falaram rapidamente sobre suas áreas.